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ESTRÉIA E DESPEDIDA DO ITC NO BRASIL - DIA DO MAX WILSON

Por Carlos de Paula

 

A FIA já havia tentado realizar um campeonato mundial de carros turismo na segunda metade dos anos 80. A primeira corrida do torneio, ganha por Riccardo Patrese e Johnny Ceccotto foi um fiasco, e os seis primeiros carros (todos BMW M3) foram desclassificados. A vitória acabou com um Holden australiano, que teve atuação discreta na prova. O dito campeonato só sobreviveu um ano, e embora o Campeonato Europeu de Turismo tenha continuado mais uma temporada, também foi para o espaço. Depois disso, houve uma evolução tremenda dos campeonatos de turismo de diversos países europeus, principalmente da Alemanha e Inglaterra. 

 

Nessa época, a Fórmula 1 gerava pouco interesse em fabricantes de automóveis. Estes, como Renault, Honda e  BMW, participavam do campeonato durante uns poucos anos, e depois o abandonavam. Não havia compromisso de longo prazo. Entre outros problemas, havia a concorrência do Campeonato Mundial de Carros Esporte, e dos campeonatos de Turismo, preferidos pelas montadoras para promover vendas efetivas de carros. A FIA conseguiu matar o primeiro, em 1992, ao trocar a fórmula de consumo do Grupo C por uma fórmula de 3,5 litros de capacidade.  É difícil dizer se isto foi ou não intencional, mas o fato é que alguns participantes do Campeonato de Carros Esporte migraram para a Fórmula 1, notavelmente a Mercedes-Benz, Jaguar e Peugeot, e, alguns anos depois, a Toyota. Durante essa época de crise na categoria esporte, os carros turismo floresceram. Em 1994, onze fabricantes diferentes disputavam o Campeonato Inglês de Turismo, e o Campeonato Alemão (DTM), embora contasse com menos fabricantes, era igualmente concorrido.

 

Entram aqui a FIA e o pessoal da F-1. Logo se intrometeram no DTM, decidindo que já que o campeonato de internacionalizava pouco a pouco, de fato, deveria ser um campeonato da FIA, promovido pela entidade maior do automobilismo. Assim, em 1995 além do próprio DTM, foi realizado um Campeonato Internacional de Carros Turismo, na realidade disputado pelos mesmos concorrentes do DTM, Mercedes. Opel e Alfa-Romeo. Os carros do DTM eram sensacionais, com altíssima tecnologia, alguns diziam que tão ou mais sofisticados do que os carros de Fórmula 1. Portanto, de manutenção cara.

 

Em 1995 as duas séries, o DTM e o ITC, conviveram, mas em 1996, o DTM desapareceu do mapa e se transformou no ITC. A FIA prometera grande cobertura internacional da categoria, o que muito interessou aos conselhos de administração da  FIAT, Daimler e GM, proprietários das marcas participantes. Isso seria importante por que, enquanto era DTM, o campeonato era basicamente disputado dentro da Alemanha, e no máximo, em países mais próximos. Verdadeiramente era A NASCAR dos alemães, pois os diferentes fabricantes tinham torcidas: o Opel era o preferido da classe média baixa, a Mercedes, dos mais abastados, e a Alfa-Romeo, por aqueles que preferiam carros estrangeiros. Ao expandir fronteiras, o público alemão certamente diminuiria. O “Mundial”, o ITC de 1996 teria corridas nos longínquos Japão e Brasil, além de Finlândia, Itália, Inglaterra.

 

Não é preciso dizer que a tal cobertura televisiva não se materializou, e que no final de 1996 os três fabricantes que disputavam o ITC, ex DTM, e gastavam fortunas, estavam extremamente desapontados com a FIA. A possibilidade de o campeonato sobreviver além daquele ano era de fato exígua.

 

Foi nesse clima que o ITC chegou ao Brasil, para disputar duas provas em Interlagos, em outubro de 1996. Este seria o penúltimo evento do campeonato, que era liderado pelo alemão Manuel Reuter, da Opel, seguido de Bernd Schneider e Dario Franchitti, da Mercedes, e Alessandro Nannini, da Alfa Romeo. Ou seja, as corridas seriam realizadas, mas havia pouca perspectiva desse ser um evento permanente a longo prazo.

 

Quem sabe essa foi a razão que levou o empresário Tamas Rohony a não empreender muitos esforços na promoção da moribunda série. Durante muitos anos, o único evento automobilístico internacional disputado no Brasil, sem contar a Formula 3 SUDAM, era o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, com alguns poucos estrangeiros participando das Mil Milhas. Naquela segunda metade dos anos 90, tentava-se trazer outros eventos para cá, como a Fórmula Indy, que fizera a sua estréia no Rio de Janeiro naquele ano de 1996. Só que correr no Brasil sempre foi caro, devido a altos custos logísticos, e os fabricantes do ITC pagaram a bagatela de 600 mil dólares cada para trazer a categoria ao Brasil, e se sentiram um pouco lesados com a fraca promoção do evento. O público era relativamente bom naquele domingo, embora os ingressos fossem caros demais (72 reais por cabeça), mas aparentemente escasso para os executivos que estavam acostumados com arquibancadas entupidas em Hockenheim. Ou seja, mesmo que a categoria sobrevivesse, seria necessário mudar algumas coisas para que o evento paulista continuasse no calendário.

 

Três brasileiros foram escalados para disputar a categoria nessa corrida, um em cada fabricante. Na Mercedes Benz correria Christian Fittipaldi, em um carro decorado com o capacete do tio, comemorando seus 30 anos de automobilismo (na realidade, Emerson corria desde 1965, portanto a comemoração estava atrasada!!!). Na Opel, o baiano Tony Kanaan. E na Alfa-Romeo, marca com bastante pedigree no Brasil, Max Wilson, piloto que havia disputado o campeonato alemão de Fórmula 3.

 

Lembranças dos anos 60: Alfas italianas disputando os primeiros lugares em Interlagos

Com a pista molhada, a prova favoreceu amplamente as Alfa-Romeo. Pareciam os anos 60/70 de volta, com Alfa Romeos italianas liderando corridas no Brasil. Christian Danner, ex piloto de Fórmula 1, marcara a pole, seguido do também ex piloto de Fórmula 1 Jyrki Jarvi Lehto, com Opel. Mas o dia era dos italianos. Alessandro Nannini, ex companheiro de Nelson Piquet na Benetton, que tivera um braço fixado cirurgicamente após um acidente de helicóptero, ganhou a primeira bateria, seguido do outro italiano, Stefano Modena, que fora companheiro de equipe de Mauricio Gugelmin na Jordan, em 1992. Os brasileiros não tiveram atuação destacada, e o melhor, surpreendentemente, foi Wilson, que chegou em 9°. Christian Fittipaldi chegou em 10° e Tony Kanaan abandonou.

 

Após mais chuvas no intervalo, a segunda bateria de 24 voltas foi iniciada, e para surpresa dos brasileiros, a estrela foi o jovem Max Wilson, de 24 anos. Max saiu voando com a sua Alfa Romeo, que era da temporada anterior, tinha 50 HP a menos e contava com um lastro de 27 kg. Wilson tomou a liderança da prova, e a manteve como veterano até a 18a. volta. Foi então ultrapassado por  Nicola Larini, também de Alfa Romeo, que ganhou a bateria, embora já estivesse fora da briga pelo campeonato. Em terceiro chegou Jan Magnussen, que seria companheiro da Rubens Barrichello na Stewart, em 1997/98. Quanto aos dois outros brasileiros, Christian e Kanaan, abandonaram sem nunca figurar entre os primeiros.

 

Carro de Christian Fittipaldi: singela e atrasada comemoração dos 30 anos de Emerson no automobilismo

Embora a prova tenha servido para mostrar que Max Wilson era um piloto que prometia, parecia profeticamente indicar o seu futuro. Após correr de Fórmula 3000 e atuar como piloto de testes da Williams durante alguns anos, Max resolveu abandonar os monopostos e seguir carreira como piloto de carros turismo. Atualmente corre no Campeonato Australiano, um dos mais disputados e interessantes do mundo. Já Christian Fittipaldi, após chegar à conclusão de que não tinha muito futuro na Fórmula Indy, resolveu ser o primeiro brasileiro na NASCAR, assinando com a equipe de Richard Petty, para a temporada de 2003. Valeu a tentativa, mas a escolha de equipe não foi boa, e Christian queimou seu filme na categoria. Hoje corre em protótipos da Grand-Am, além de disputar a Stock no Brasil. Já Tony Kanaan, apesar de apagadas corridas no ITC, é hoje um dos principais pilotos da IRL, tendo ganho o título em 2004.

 

Após a prova em Suzuka, foi dado o golpe final no ITC, quando a Opel e Alfa Romeo anunciaram que abandonariam a categoria no ano seguinte, deixando a Mercedes sozinha. Eventualmente o DTM voltou, com a Audi substituindo as duas equipes que abandonaram o barco. Não é preciso dizer que o rocambolesco campeonato anunciado para 1998, com Mercedes, Alfa, Opel, Audi, Toyota e BMW, nunca chegou próximo de ser realizado.

 

Resultados das duas provas do ITC no Brasil 27 de outubro de 1996, Autódromo de Interlagos

 

Primeira Bateria

1. Alessandro Nannini, Alfa Romeo 155 V6 Ti, 39m29,973s, 24 v, média de 156,5096 km/h

2. Stefano Modena, Alfa Romeo

3. Christian Danner, Alfa Romeo

4. Manuel Reuter, Opel Calibra V6

5. Bernd Schneider, Mercedes Benz C Klasse

6. J.J. Lehto, Opel Calibra

7. Hans Joachin Stuck, Opel Calibra

8. Yannick Dalmas, Opel Calibra

9. Max Wilson, Alfa Romeo

10. Christian Fittipaldi, Mercedes

Melhor volta: Christian Danner, 1m32s,631s

 

Segunda Bateria

1. Nicola Larini, Alfa Romeo 155 V6 Ti, 43m26,991s, 24 v, média de 142,277 km/hr

2. Max Wilson, Alfa Romeo

3. Jan Magnussen, Mercedes C Klasse

4. Manuel Reuter, Opel Calibra V6

5. Alessandro Nannini, Alfa Romeo

6. Jorg van Ommen, Mercedes C Klasse

7. Bernd Maylander, Mercedes

8. Stefano Modena, Aldfa Romeo

9. J.J. lehto, Opel

10. Dario Franchitti, Mercedes

Melhor volta: Giancarlo Fisichella, (Alfa Romeo) 1m41s832

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Last modified: March 28, 2007